Victor De La Parte: “Esta foi a minha melhor temporada”

Victor De La Parte entrou para a Efapel-Glassdrive na época que agora terminou e não tem dúvidas em dizer que este foi o melhor ano da sua vida enquanto profissional de ciclismo.

Vitórias, andar com a camisola amarela na Volta a Portugal e competir num país onde nunca o tinham feito foram alguns dos pontos altos e desafios do espanhol. O balanço foi, pelos vistos, muito positivo.

Efapel-Glassdrive: Victor, este foi o teu primeiro ano a correr em Portugal e com a Efapel-Glassdrive. Qual o balanço que fazes?
Victor De La Parte: Foi muito bonito do princípio ao fim. No primeiro estágio, o grupo foi incrível. Formámos uma equipa genial. Depois, destaco os adeptos do país. Nunca imaginei que a Volta a Portugal pudesse ter tanto público. Penso que em Portugal vive-se o ciclismo de forma muito especial e há uma forte repercussão mediática. Foi um prazer conhecer esta gente.

EG: Venceste duas etapas, uma delas na Volta a Portugal. Foram estes os pontos altos ou o mais importante foi andar de camisola amarela na Grandíssima?
VP: Sim, penso que foi um dos pontos mais altos da minha carreira desportiva. Ter a camisola amarela na Grandíssima é uma experiência única e tenho de agradecer ao Ruben (Pereira) e ao Carlos (Pereira) pela confiança depositada em mim.

EG: Para quem nunca tinha competido em Portugal mas já competiu em inúmeros países durante a sua carreira, como viste o nível do ciclismo?
VP: Portugal sempre foi um país com muita tradição e grandes ciclistas. Há muita gente jovem e acredito que no futuro vão ter vários ciclistas na categoria máxima.

EG: Entraste para a Efapel-Glassdrive, equipa que conheceste faz agora um ano. Como descreves esta temporada com este conjunto?
VP: Foi a minha melhor temporada como profissional. A equipa é fantástica e o grupo era excelente. A formação é liderada por grandes profissionais com muita experiência. Isso nota-se.

EG: Durante o ano sempre se enalteceu o espírito de união de todos. Foi esse um dos elementos chave para a força do grupo?
VP: Seguramente. Nós, corredores, fomos sempre unidos, até nos momentos difíceis. É isso que torna grande a Efapel-Glassdrive.

EG: O que gostavas que tivesse acontecido em 2014 na equipa que não foi possível? Porquê?
VP: Podíamos ter ganho a Grandíssima. Tínhamos uma equipa muito forte e disposta a vencer. Mas nem sempre os resultados nos acompanha. De qualquer forma, foi um ano excelente.

EG: Com a época no fim, já pensas em 2015? Quais são os teus planos e objectivos?
VP: Em 2015 quero continuar a crescer como ciclista. Vou preparar-me para estar no lugar mais alto do pódio da Grandíssima.